Excelente iniciativa da Volkswagen para seduzir o usuário de metrô na Suécia (mais precisamente na saída da Estação Odenplan de Estocolmo) a utilizar a escada convencional no lugar da escada rolante. Lembrando que "escala", em música, vem da palavra italiana "scala": "escada", em português.
Aqui, Igor Stravinsky (1882-1971) personifica a própria música que compôs. Observem que, através de um gestual conciso, simples e claro, o grande compositor russo transmite à orquestra precisamente a música que esta deve transmitir à platéia. Em outras palavras, a música que a platéia deve enxergar. Trata-se de um elevado grau de comunicação, expressa mesmo durante a grande ovação final!
Em Kandinsky (1866-1944), artista que mergulhou profundamente em experiências sinestéticas desde a juventude, é possível, através da observação de suas cores e formas, "enxergarmos" música, mesmo que não nos atentemos aos títulos de algumas de suas obras.
Fuga nº 14 do Cravo Bem Temperado, 1º volume, de Johann Sebastian Bach (1685-1750).
Animação de Norman McLaren (1914-87).
Ao piano, Glenn Gould (1932-82).
Atendo, aqui, a uma sugestão de minha querida amiga Andrea Diniz.
Trata-se de uma animação do grande Norman Mclaren, também presente nos "32 Curtas sobre Glenn Gould" (Thirty Two Short Films About Glenn Gould), filme de 1993 de François Girard.
"Eu disse em algum lugar que não era bastante ouvir música, mas que ela devia ser vista." (Igor Stravinsky, Poética Musical em 6 Lições, 1939)
Prezado amigo, estreio aqui o meu blog com o alento de compartilhar minhas experiências pessoais em que procuro um diálogo permanente entre música, literatura e artes visuais. Trata-se de uma maneira de expandir as recentes oficinas que tenho ministrado, em especial o 3º ato da "Conversa em 3 Atos", uma idealização do poeta Cacá Mendes, com quem divido essa louca e prazerosa empreitada. Os dois primeiros atos tratam, respectivamente, de cinema e de literatura.
Aos poucos, espero dominar essa linguagem blogueira e conseguir inventar e despertar alumbramentos.